Doutorado: A Terra como um Exoplaneta

Data: 
29/11/2018 - 15:00
Local: 
Sala 15 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)


Defesa de tese de doutorado
Aluno: Luander Bernardes
Programa: Astronomia
Título: A Terra como um Exoplaneta

Comissão julgadora
1) Prof. Dr. Eduardo Janot Pacheco- IAG/USP
2) Prof. Dr. Fábio Luiz Teixeira Gonçalves –IAG/USP 
3) Prof. Dr. Roberto Dell' Aglio Dias da Costa –IAG/USP 
4) Prof. Dr. Enio Frota da Silveira - PUC/Rio de Janeiro-RJ - por videoconferência
5) Prof. Dr. Eduardo Seperuelo Duarte - IFRJ/Nilópolis-RJ - por videoconferência
 
 
Resumo
É notório o fato de que o interesse pela detecção de vida além da Terra tenha aumentado no mundo científico. A existência de traçadores biológicos na atmosfera terrestre, a presença de material vivo ou de material orgânico decomposto em rochas e no mar aumentam as possibilidades de sucesso das pesquisas. A vida na Terra está em todas as partes, e ela está saturada de suas manifestações. O objetivo da presente tese é o desenvolvimento de uma metodologia que ofereça ideias para a detecção de bioassinaturas fora da Terra, particularmente em exoplanetas. Em termos de biologia molecular, a principal assinatura de vida é o DNA (ácido desoxirribonucleico), que organiza e sedia o código genético de todos os seres vivos. Outras moléculas que denunciam a presença de vida são a clorofila, carotenoides, fragmentos de DNA, etc. Na tentativa de se encontrar bioassinaturas na atmosfera de exoplanetas, um requisito deve ser atendido: a identificação de bandas características que permitam a detecção de um sinal que esteja associado a uma biomolécula complexa, preferencialmente na região do infravermelho, vista em meio aos picos de gases atmosféricos. Sendo assim, uma série de análises espectrais foram realizadas para amostras de DNA/células com a finalidade de serem comparadas ao espectro infravermelho, obtido de forma direta da atmosfera terrestre. A pesquisa por marcadores específicos foi realizada a fim de determinar os picos que permitam a detecção desses componentes singulares quando suspensos em gases atmosféricos. O resultado da pesquisa mostrou que existem bandas moleculares em comum entre a atmosfera e o material biológico, sendo atribuídas a potenciais marcadores moleculares que, possivelmente, poderão ser detectados de forma remota em futuras missões espaciais. 
Palavras-chave: bioassinaturas – espectroscopia no infravermelho – exoplanetas – DNA – extremófilos – atmosfera terrestre