Astronomia para Todos - eta Carinae: A megera domada

Data

Horário de início

19:00

Local

Auditório Prof. Dr. Paulo Benevides Soares, Bloco G (IAG-USP)

O seminário do programa "Astronomia para Todos" será apresentado pelo Prof. Augusto Damineli, do Departamento de Astronomia do IAG-USP, com o título "eta Carinae: A megera domada".

Participação presencial

Após a palestra, haverá sessão de observação do céu noturno com telescópios, em parceria com o CASP - Clube de Astronomia de São Paulo. Obs.: Atividade sujeita às condições meteorológicas.

Inscrições para o evento presencial: https://forms.gle/tEyTV4nA8St16kF77

Será emitido certificado digital aos participantes inscritos que comparecerem ao evento.

Participação virtual

Não há inscrição prévia. Perguntas poderão ser enviadas utilizando a ferramenta de chat do canal.
Serão emitidos certificados para participantes que preencherem o formulário indicado na descrição da transmissão ao vivo.
ATENÇÃO: O formulário ficará disponível somente durante 24h a partir do início de transmissão.

Transmissão: https://www.youtube.com/c/AstronomiaParaTodos/live

Resumo:

Eta Carinae é um protótipo de estrela de alta massa, o que inclui o fato de elas serem na maior parte, sistemas duplos e triplos. Sua Grande Erupção em 1847 e eventos posteriores lhe trouxeram a fama de  estrela imprevisível e mesmo potencial risco para a vida na Terra, devido à sua morte como hypernova. Em 1996 ela foi reconhecida como sistema binário de alta massa em interação, o que permitiu interpretar boa parte de seu eventos de variabilidade como sendo devidos à passagens periástricas. Restava explicar como o "core" do sistema apresentava evolução em luminosidade (10X em 30 anos) em conflito com: a)  5 milhões de Lsol a estrela já estava no limite de Eddington há meio século atrás; b) a luminosidade bolométrica (captura de luz pela poeira circumstelar e re-emissão no infravermelho médio) se manteve constante; c) a emissão de raios-X é extremamente repetitiva a cada órbita. Descobertas recentes mostraram que isso se deve à uma glóbulo "coronográfico" em dissipação, que produz variações só em nossa direção. Com isso o cenário mudou para o de uma estrela muito estável (megera domada). Nas últimas 4 órbitas apareceu um fenômeno novo: um pico luminoso que aparece logo antes do periastro que vem crescendo a uma taxa de 10-15% a cada órbita e que se adianta de 1 dia a cada ciclo. A única explicação que temos para isto é que a órbita é instável e que as estrelas estão se aproximando uma da outra. Um cálculo grosseiro indica que haverá um "merger" entre as duas estrelas em cerca de 300 anos. O interessante é que algo semelhante aconteceu em 1847, quando o sistema era triplo. Seria este o destino das estrelas de alta massa? Mais de 30% das estrelas com M>50Msol são triplas e podem ter uma contribuição relevante para os eventos energéticos, com produção de ondas gravitacionais. Nos meses de Agosto-Setembro/2025 estaremos monitorando mais um periastro e nesta comunicação relataremos a confirmação ou não da evolução do "flare" luminoso no periastro.