A Terra como um exoplaneta
| Autor | Luander Bernardes |
| Orientador | Eduardo Janot Pacheco |
| Tipo de programa | Doutorado |
| Ano da defesa | 2018 |
| Palavras chave | bioassinaturas; espectroscopia no infravermelho; exoplanetas; DNA; extremófilos; atmosfera terrestre |
| Departamento | Astronomia |
| Resumo | É notório o fato de que o interesse pela detecção de vida além da Terra tenha aumentado no mundo científico. A existência de traçadores biológicos na atmosfera terrestre, a presença de material vivo ou de material orgânico decomposto em rochas e no mar aumentam as possibilidades de sucesso das pesquisas. A vida na Terra está em todas as partes, e ela está saturada de suas manifestações. O objetivo da presente tese é o desenvolvimento de uma metodologia que ofereça ideias para a detecção de bioassinaturas fora da Terra, particularmente em exoplanetas. Em termos de biologia molecular, a principal assinatura de vida é o DNA (ácido desoxirribonucleico), que organiza e sedia o código genético de todos os seres vivos. Outras moléculas que denunciam a presença de vida são a clorofila, carotenoides, fragmentos de DNA, etc. Na tentativa de se encontrar bioassinaturas na atmosfera de exoplanetas, um requisito deve ser atendido: a identificação de bandas características que permitam a detecção de um sinal que esteja associado a uma biomolécula complexa, preferencialmente na região do infravermelho, vista em meio aos picos de gases atmosféricos. Sendo assim, uma série de análises espectrais foram realizadas para amostras de DNA/células com a finalidade de serem comparadas ao espectro infravermelho, obtido de forma direta da atmosfera terrestre. A pesquisa por marcadores específicos foi realizada a fim de determinar os picos que permitam a detecção desses componentes singulares quando suspensos em gases atmosféricos. O resultado da pesquisa mostrou que existem bandas moleculares em comum entre a atmosfera e o material biológico, sendo atribuídas a potenciais marcadores moleculares que, possivelmente, poderão ser detectados de forma remota em futuras missões espaciais.
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| Anexo | t_luander_bernardes_corrigida.pdf |